quinta-feira, 1 de julho de 2010
O princípio de sonhar
Um dia, nasceu um ser humano...não tão comum, mas ninguém que fizesse muito a diferença dentre outros, era um bebê risonho e simpático, talvez não tão simpático assim mas ele tentava, tinha as bochechas cor de rosa e sonhava em ser prateado, é prateado mesmo, da cor prata, talvez por que as magoas da sua infância o fazia querer brilhar, por que brilho o diferenciaria dos outros, te daria destaque, reconhecimento e iria suprir a carência afetiva e turbulências familiares. Ou talvez ele queria ser um super-herói alguém que fosse aclamado por todos e que pudesse fazer o bem e estar lá para quem precisasse, mas ser super-herói também é difícil e requer muitas renuncias, no final de tudo acho que ele só queria mesmo era ser uma criança. O tempo passou, a roupa prateada foi esquecida, mas os princípios não, as bochechas rosadas, aah essas continuavam lá, a simpatia? Essa não progrediu muito, só seria usada novamente quando necessário, o sorriso continuava estampado lá, enorme e bem acolhedor, bonito de se ver, mas o que mais cresceu e gerou frutos foi o de super-herói, não possuía os músculos do Incrível Hulck mas estava sempre renunciando sua felicidade pela felicidade dos outros como Spider man, não tinha a resistência do Iron man mas possuía o dom da palavra certa no momento certo como Dr Xavier...Reconstituir-se como Wolverine? Huum, esse também não, ele era extremamente frágil e sensível como o Chapolim Colorado. Então me diz por que ele era um super-herói? Ele era um super-herói pois em uma sociedade de iguais ele conseguiu fazer a diferença conseguiu encarar a jornada nomeada Vida a cada dia que se passava com o peito estufado, conseguiu ser o amigo certo na hora exata, sofreu as piores dores e perdas mas nem por isso desistiu de seguir em frente, ser humano perfeito? Jamais! erra, se arrepende e comete o mesmo erro de novo, mas nunca desiste de tentar o que é o mais importante, cabeça dura e egoísta, mas tudo isso por amar demais, “não a nada que não se justifique em nome do amor”. Meu grande amigo, você não escala as paredes, nem sabe voar, mas o pouco que você consegue fazer na sua frágil existência humana, você faz! A roupa prateada você deixou no fundo da gaveta, mas o coração de herói ainda pulsa bem forte ai dentro do seu peito!
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